Editora Noa Noa

Teve seu início no Rio de Janeiro em 1965, com a edição da obra 10 Poemas de Cleber Teixeira, produzida manualmente. Em 1966 com a aquisição de uma máquina impressora movida a pedal passou a editar livros compostos e impressos em tipografia com tipos móveis. Em 1977 transferiu-se para Florianópolis e com uma impressora elétrica duplicou suas possibilidades de edição. O acervo produzido pela Noa Noa de 1965 a 2006 soma 66 livros, além de cartazes e pequenos impressos (calendários, plaquetes e cartões).

Noa Noa por Cleber Teixeira

Instalada em Florianópolis 1977, trabalha com tipos móveis e máquina tipográfica de alimentação manual. Luta-se em sua oficina pela preservação da mais nobre e bela maneira de multiplicar um texto: a tipografia. Na oficina da Noa Noa o texto é montado letra por letra. Dos bem organizados compartimentos das gavetas os tipos são levados ao componedor num trabalho exaustivo mas gratificante que tenta resgatar e divulgar o melhor da poesia universal e tornar público o novo ainda desconhecido.

O texto tipográfico procura resgatar uma prática quase desaparecida: a estreita convivência da gravura com a tipografia, prática bastante comum até as últimas décadas do século XX, quando os processos de composição e impressão se tornaram mais acessíveis e criaram a falsa ideia que a tipografia e a gravura eram processos obsoletos, arquivados. Se a tipografia e a gravura são vistos apenas como processos multiplicadores de originais é natural considerá-los arquivados. Mas sabem todos que se interessam pelas artes gráficas, os leitores, os bibliófilos e os colecionadores de arte que eles são mais do que isso.

A arte da tipografia, com tudo que precede a composição e a impressão (desenho, fundição dos tipos, projeto gráfico, etc.) tem vida longa e cabe a cada um que sabe disso resistir e ajudar a promover uma estreita convivência com os designers gráficos de hoje.